Secrets para A2A (Vault KV + Kubernetes)
Entrega de segredos para comunicação Application-to-Application (A2A) no DataDike PAM: API compatível com HashiCorp Vault KV v2, autenticação por AppID (token + IP de origem) e autenticação nativa de
O módulo Secrets / A2A do DataDike PAM resolve o problema de credenciais embutidas em código (hardcoded) permitindo que aplicações, scripts, scanners de vulnerabilidade e pipelines busquem o segredo no cofre no momento do uso, de forma autenticada e auditada em vez de guardar senhas em arquivos de configuração, variáveis de ambiente ou no código-fonte.
É gerenciado no console em Console > A2A (páginas Applications e Kubernetes).
Como funciona
O DataDike PAM expõe uma API compatível com o HashiCorp Vault KV v2. Qualquer ferramenta que já fale com o Vault (Tenable, Qualys, scripts, SDKs do Vault) consome os segredos do cofre do PAM sem alteração apontando para o endpoint do PAM.
A credencial entregue é sempre a versão viva guardada no cofre do PAM (a mesma que é rotacionada pelas automações de troca de senha), então o consumidor nunca guarda uma cópia estática.
Identidades de aplicação (AppID)
Cada consumidor não humano é uma Application com:
Token
Segredo de autenticação da aplicação (estilo AppRole/token do Vault).
IP / CIDR de origem
Restringe de quais redes o token pode ser usado.
Escopo
Quais ativos/contas a aplicação pode ler.
Auditoria
Toda recuperação de segredo é registrada (quem, quando, de onde).
A revogação é imediata: desativar a Application (ou rotacionar seu token) invalida o acesso.
Autenticação nativa de Kubernetes
Para cargas em Kubernetes/OpenShift, o PAM aceita o JWT da ServiceAccount do pod como prova de identidade (mesmo modelo do auth method kubernetes do Vault): o pod apresenta seu token de ServiceAccount, o PAM valida contra o JWKS do cluster e devolve o segredo. Isso funciona com o Vault Agent Injector e o Secrets Store CSI Driver oficiais apontados para o endpoint do PAM sem sidecar proprietário.
Configuração na página Console > A2A > Kubernetes (host da API do cluster + JWKS/CA).
Casos de uso típicos
Scanners de vulnerabilidade (Tenable, Qualys) buscam a credencial viva do alvo no momento do scan, em vez de guardar senhas no scanner.
Pipelines / scripts DevOps leem segredos via a API Vault KV no deploy.
Cargas em Kubernetes recebem segredos via ServiceAccount JWT.
Escopo atual e limites
O módulo entrega segredos sob demanda (API Vault KV v2 + autenticação K8s). Ele não inclui, nesta versão: varredura de repositórios Git/CI-CD em busca de segredos hardcoded, SDKs proprietários por linguagem, injeção por sidecar/CSI proprietário, nem replicação para AWS Secrets Manager / Azure Key Vault / GCP. A rotação de credenciais é feita pelas automações nativas de troca de senha (Accounts > Automations > Change Secret), e o segredo entregue por esta API é sempre a versão corrente do cofre.
Segurança e criptografia dos segredos
Os segredos gerenciados pelo módulo A2A são protegidos por criptografia em todo o ciclo de vida, em repouso, em trânsito e durante o consumo pelas aplicações de modo que nunca fiquem persistidos em texto claro.
Criptografia em repouso (no cofre)
Todo segredo é armazenado no cofre de forma criptografada com AES‑256. Em nenhum momento o valor do segredo é gravado em texto claro no banco de dados ou no sistema de arquivos da solução. As chaves de criptografia são gerenciadas pela própria plataforma e segregadas dos dados cifrados, seguindo o modelo de proteção do cofre de senhas.
Criptografia em trânsito
A recuperação de segredos pela API (compatível com HashiCorp Vault) ocorre exclusivamente sobre canais TLS, garantindo que o segredo não trafegue em texto claro pela rede entre a aplicação consumidora e a solução.
Proteção dentro dos contêineres de aplicação
As cargas em contêineres (Docker/Kubernetes) não armazenam o segredo de forma estática em imagem, variável de ambiente persistida, arquivo de configuração ou código-fonte. O segredo é obtido sob demanda, em tempo de execução, por meio da API assinada, e mantido apenas em memória pelo tempo necessário à operação não sendo gravado em texto claro em disco dentro do contêiner. A autenticação da carga é feita por identidade de aplicação (AppID/token) ou por JWT de ServiceAccount do Kubernetes, e cada recuperação é registrada em auditoria.
Não exposição em texto claro
A visualização do valor de um segredo pela console é controlada e, quando permitida, exige confirmação adicional de MFA, separada do login. Para as aplicações, o consumo é feito pela API sem exibição do valor em tela, preservando o segredo contra visualização indevida.
Rotação e revogação
Como o valor entregue é sempre a versão viva guardada no cofre, a rotação de uma credencial passa a valer imediatamente para os próximos consumos, e o acesso de uma aplicação pode ser revogado a qualquer momento, invalidando o segredo/identidade utilizados por ela.
Consulte também Console > A2A e a automação Change Secret em Automations.
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