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# DataDike Authenticator (App Móvel e MFA Adaptativo)

O **DataDike Authenticator** é o aplicativo móvel proprietário de autenticação do **DataDike PAM**, disponível para **iOS** e **Android**. Ele atua como segundo fator (e, em determinados fluxos, como fator primário) para o acesso ao console do PAM e às sessões privilegiadas, combinando **biometria**, **notificações push**, **tokens OATH OTP (TOTP)** e **login por QR Code**.

Em conjunto com o motor de **MFA adaptativo (autenticação contextual)** do PAM, o Authenticator permite ajustar dinamicamente a exigência de fatores de acordo com o risco de cada solicitação, sem prejudicar a experiência do usuário em cenários de baixo risco.

{% hint style="info" %}
O DataDike Authenticator **complementa** os métodos de autenticação já suportados pelo PAM. A base de autenticação inclui **SSO via SAML2, OIDC, OAuth2 e CAS**, integração com diretórios **LDAP** e **RADIUS**, além de **Passkey/FIDO2**. O Authenticator e o MFA adaptativo se somam a esses métodos para reforçar o controle de acesso privilegiado.
{% endhint %}

As configurações descritas nesta página ficam disponíveis em **System Settings > Authentication** (administração global) e em **Security > Authentication** (políticas de segurança), enquanto o registro de fatores pelo próprio usuário é feito em **Personal Settings**.

## Visão geral dos fatores

O DataDike PAM organiza a autenticação em três camadas complementares:

* **Fator de conhecimento** — usuário e senha, ou credencial federada via SSO.
* **Fator de posse** — o dispositivo móvel pareado executando o DataDike Authenticator, chaves **Passkey/FIDO2** ou tokens **TOTP**.
* **Fator de inerência** — **biometria** do dispositivo (**FaceID** ou **leitor de digital**) validada localmente no aparelho.

O motor de **MFA adaptativo** decide, a cada solicitação, qual combinação de fatores é exigida com base no contexto e no histórico do usuário.

## DataDike Authenticator (aplicativo móvel)

### Plataformas e instalação

O aplicativo é distribuído pelas lojas oficiais:

* **iOS** — disponível na **App Store**, com suporte a **FaceID** e **Touch ID**.
* **Android** — disponível na **Google Play Store**, com suporte a **leitor de digital** e desbloqueio facial do aparelho.

Para instalar:

1. Acesse a **App Store** (iOS) ou a **Play Store** (Android) e procure por **DataDike Authenticator**.
2. Instale o aplicativo e conceda as permissões solicitadas (câmera, para leitura de QR Code, e notificações, para receber solicitações push).
3. Conclua o pareamento com a conta do PAM conforme a seção a seguir.

{% hint style="warning" %}
Recomenda-se instalar o aplicativo apenas a partir das lojas oficiais. O PAM valida a integridade do aplicativo durante o pareamento e bloqueia dispositivos com indícios de adulteração (root/jailbreak), conforme a política definida em **System Settings > Authentication**.
{% endhint %}

### Pareamento com a conta

O pareamento associa de forma criptográfica o dispositivo móvel à identidade do usuário no PAM:

1. No console do PAM, acesse **Personal Settings > Authentication Methods** e selecione **Adicionar dispositivo — DataDike Authenticator**.
2. O PAM exibe um **QR Code de pareamento** de uso único, com validade limitada.
3. No aplicativo, toque em **Parear conta** e leia o QR Code apresentado na tela.
4. O usuário confirma a vinculação validando a **biometria** do aparelho.
5. O dispositivo passa a constar na lista de **dispositivos confiáveis** do usuário, com nome, modelo, data de registro e último uso.

Cada chave de pareamento é exclusiva do par usuário-dispositivo e nunca é reutilizada. O administrador pode revogar dispositivos a qualquer momento em **System Settings > Authentication > Registered Devices**.

### Biometria

A **biometria** é validada **localmente** no dispositivo móvel, sem que dados biométricos trafeguem para o PAM:

* No **iOS**, o aplicativo utiliza **FaceID** ou **Touch ID** para liberar a aprovação de solicitações.
* No **Android**, o aplicativo utiliza o **leitor de digital** ou o reconhecimento facial do aparelho.

A exigência de biometria a cada aprovação é configurável por política. Em contextos de maior risco, o MFA adaptativo pode **forçar a confirmação biométrica**, mesmo que o usuário tenha optado por um nível de proteção menor.

### Notificações push (aprovar/recusar)

O método **push** permite aprovar ou recusar tentativas de autenticação diretamente do dispositivo:

1. Ao autenticar no PAM, o usuário recebe uma **notificação push** no DataDike Authenticator.
2. A notificação apresenta os detalhes da solicitação: **usuário**, **horário**, **rede de origem (IP/localização aproximada)** e **recurso/console** acessado.
3. O usuário escolhe **Aprovar** ou **Recusar**.
4. Quando exigido pela política, a aprovação requer confirmação por **biometria**.

{% hint style="danger" %}
Se o usuário receber uma solicitação push que **não reconhece**, deve selecionar **Recusar** e, se disponível, **Recusar e reportar**. A recusa reportada gera um **alerta de segurança** para a equipe de administração e pode acionar o bloqueio automático configurado no MFA adaptativo.
{% endhint %}

### Tokens OATH OTP (TOTP)

O aplicativo suporta **tokens OATH OTP no padrão TOTP** (senhas de uso único baseadas em tempo):

* Geração de códigos numéricos rotativos com janela de validade curta.
* Uso como segundo fator quando o dispositivo está **offline** ou sem conectividade para receber push.
* Compatível com o registro de tokens TOTP no portal self-service.

O TOTP funciona como mecanismo de contingência ao push, garantindo a autenticação em redes restritas ou sem dados móveis.

### Login na tela do PAM via QR Code

O fluxo de **QR Code** permite acessar a tela de login do PAM **sem digitar usuário e senha**:

1. Na tela de login do console web do PAM, o usuário seleciona **Entrar com DataDike Authenticator**.
2. O PAM exibe um **QR Code de sessão**, dinâmico e de uso único.
3. O usuário abre o DataDike Authenticator no celular já pareado e escolhe **Ler QR Code**.
4. O aplicativo valida a leitura com **biometria** e envia a confirmação ao PAM.
5. A sessão no navegador é autenticada automaticamente, sem digitação de credenciais.

Esse fluxo reduz a exposição de senhas em terminais compartilhados e elimina a digitação manual de credenciais privilegiadas. O QR Code de sessão expira após poucos instantes e é invalidado assim que utilizado.

## MFA adaptativo (autenticação contextual)

O **MFA adaptativo** aplica **políticas configuráveis** que avaliam o contexto de cada solicitação de autenticação e determinam o nível de fatores exigido. As políticas são definidas em **Security > Authentication > Adaptive MFA Policies**.

### Atributos de contexto avaliados

Cada solicitação é avaliada considerando atributos do **usuário** e do **dispositivo**, entre eles:

* **Tipo de dispositivo** — dispositivo corporativo gerenciado, dispositivo pessoal, navegador desconhecido, sistema operacional e indícios de root/jailbreak.
* **Rede de origem** — faixa de IP, sub-rede corporativa, VPN, país/geolocalização e reputação da origem.
* **Horário de acesso** — janela de horário comercial, fins de semana, feriados e acessos fora do expediente habitual do usuário.

### Perfis de acesso diferenciados

Com base nos atributos, o PAM cria **perfis de acesso diferenciados** que definem a resposta da política:

* **Permitir** — contexto confiável (ex.: dispositivo corporativo, rede interna, horário comercial); pode dispensar o segundo fator ou aceitar apenas push.
* **Exigir fator adicional** — contexto de risco médio (ex.: rede externa ou horário atípico); o PAM **exige um fator adicional**, como confirmação biométrica obrigatória ou TOTP.
* **Restringir** — contexto de risco elevado (ex.: país não usual combinado com dispositivo desconhecido); o acesso pode ser limitado a recursos específicos ou colocado em revisão.
* **Bloquear** — contexto de alto risco ou violação de política; o acesso é negado e um alerta é gerado.

Cada política é composta por condições (atributos), um resultado (perfil de acesso) e uma prioridade de avaliação. Políticas podem ser aplicadas por usuário, grupo, função ou recurso privilegiado.

{% hint style="info" %}
As políticas são avaliadas em ordem de prioridade; a primeira política cuja condição corresponde ao contexto define o resultado. Recomenda-se manter uma política padrão de fallback que exija MFA completo quando nenhuma regra mais específica for satisfeita.
{% endhint %}

## Análise comportamental e bloqueio

O PAM **analisa as solicitações de autenticação contra padrões históricos** de cada usuário para detectar comportamento divergente.

### Análise contra padrões históricos

A análise considera, entre outros sinais:

* Horários e dias habituais de acesso do usuário.
* Redes e localizações normalmente utilizadas.
* Dispositivos costumeiramente empregados.
* Velocidade e frequência das tentativas de autenticação (deslocamentos geograficamente improváveis).

Quando uma solicitação diverge significativamente do padrão histórico, o PAM atribui um **escore de risco** mais alto, que alimenta as decisões do MFA adaptativo.

### Políticas de bloqueio configuráveis

As **políticas de bloqueio** são definidas em **Security > Authentication > Risk & Lockout** e podem incluir:

* Exigência de fator adicional ao detectar divergência moderada.
* **Bloqueio automático** da tentativa diante de comportamento de alto risco.
* Suspensão temporária da conta após sucessivas recusas push ou falhas de fator.
* Encaminhamento da sessão para aprovação manual por um administrador.

### Alertas de segurança

Eventos divergentes e bloqueios geram **alertas de segurança** que são:

* Exibidos no painel de segurança do console do PAM.
* Registrados em trilha de auditoria imutável.
* Encaminhados aos canais de notificação configurados (e-mail, SIEM e integrações de eventos).

{% hint style="warning" %}
Os parâmetros de sensibilidade da análise comportamental devem ser calibrados gradualmente. Limiares muito agressivos podem gerar bloqueios indevidos; limiares muito permissivos reduzem a eficácia da detecção. Acompanhe os alertas durante o período inicial de adoção.
{% endhint %}

## Portal self-service

O PAM oferece um **portal self-service** dedicado para que o próprio usuário gerencie seus fatores de autenticação, disponível em **Personal Settings > Authentication Methods**.

No portal, o usuário pode:

* **Registrar** o DataDike Authenticator e parear novos dispositivos móveis.
* **Cadastrar tokens TOTP** e chaves **Passkey/FIDO2**.
* **Listar, renomear e remover** seus dispositivos e fatores registrados.
* Definir o fator preferencial e visualizar o histórico de último uso.

### Exceções e ajustes centralizados

Embora o registro dos fatores seja autônomo, o **controle das políticas de MFA permanece centralizado na administração**. Em **System Settings > Authentication > MFA Exceptions**, o administrador pode:

* Conceder **exceções temporárias** de política (ex.: dispensa de fator em manutenção emergencial).
* Ajustar perfis de acesso e limiares de risco aplicados a usuários ou grupos.
* Revogar fatores e dispositivos registrados por usuários.
* Forçar o re-registro de fatores após incidentes de segurança.

{% hint style="info" %}
A separação entre **autonomia do usuário** (registro de fatores) e **governança da administração** (políticas e exceções) garante agilidade no onboarding sem abrir mão do controle corporativo sobre o acesso privilegiado.
{% endhint %}

## Integração com a base de autenticação do PAM

O DataDike Authenticator e o MFA adaptativo operam sobre a camada de autenticação do PAM, que oferece:

* **SSO** via **SAML2**, **OIDC**, **OAuth2** e **CAS**.
* Integração com diretórios corporativos via **LDAP** e autenticação via **RADIUS**.
* Suporte nativo a **Passkey/FIDO2** como fator forte resistente a phishing.

Nesses cenários, o Authenticator complementa a autenticação federada como **segundo fator** ou como **mecanismo de aprovação contextual**, mantendo a experiência de SSO e adicionando o controle de risco do MFA adaptativo.


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