Perguntas frequentes
Respostas curtas para as perguntas mais comuns sobre o DataDike RMM. Para detalhes técnicos, cada resposta linka para a página completa.
1. Posso migrar de outra plataforma MDM para o DataDike MDM sem precisar formatar o aparelho?
Não — factory reset é obrigatório na migração de dispositivos gerenciados como Device Owner. Essa é uma decisão do Google Android (o device owner é atributo imutável do slot de provisionamento, definido no primeiro boot). Nenhum MDM do mercado consegue trocar de DPC sem factory reset.
Exceção: dispositivos BYOD (Work Profile) podem migrar sem factory reset — basta desinstalar o work profile do MDM antigo e provisionar o novo pelo Play Store. Dados pessoais permanecem intactos.
Para uma frota, a estratégia recomendada é migração em ondas com hardware novo via Zero-touch (KME) — enquanto o hardware novo chega já provisionado pela DataDike, o antigo é substituído gradualmente.
Veja o guia de migração com playbooks específicos para Intune, Workspace ONE, SOTI e Hexnode.
2. Quais tipos de gerência permitem forçar uma limpeza/formatação completa remota?
Fully Managed (Device Owner)
✅ Sim
—
Dedicated / Kiosk (COSU)
✅ Sim
—
Work Profile em COPE (WPCO)
✅ Sim
✅ Sim
Work Profile BYOD
❌ Google não permite — dados pessoais são protegidos por design
✅ Sim (apaga só o container corporativo)
Device Admin (legacy)
⚠️ Parcialmente funcional em Android 9-. Não recomendado
❌
O comando é disparado pela console em Sysadmin → detalhe do device → Wipe. Modal exige confirmação explícita. Suporta flags opcionais:
WIPE_EXTERNAL_STORAGE— também apagar o cartão SDPRESERVE_RESET_PROTECTION_DATA— manter o Factory Reset Protection ativo depois do wipe
Veja comandos remotos → WIPE para detalhes técnicos.
3. É possível bloquear um aparelho para nunca mais ser utilizado ou reinstalado?
Sim, com a combinação certa de comandos e políticas — mas só em modo Fully Managed ou WPCO. A técnica padrão para "brickar" logicamente um aparelho corporativo perdido/roubado:
Ativar Lost Mode (
START_LOST_MODE) — mostra mensagem no lockscreen com contato da empresa e desabilita a UI normalBloquear reset pelo usuário — policy com
factoryResetDisabled: trueWipe com Factory Reset Protection — comando
WIPEsem a flagPRESERVE_RESET_PROTECTION_DATAfaz o device manter o FRP; após o reset, o aparelho só volta a funcionar se alguém tiver a conta Google corporativa que originalmente registrou o device
Resultado: o aparelho fica inutilizável para o portador, exige credenciais corporativas para retornar ao uso, e mesmo quem tentar reset de fábrica pelo botão físico esbarra na tela FRP.
Não existe um comando "brick permanente" nativo do Android. O que descrevemos é o mais próximo disso — bloqueio efetivo até intervenção do administrador com credenciais corporativas. Em modo BYOD, isso é impossível: usuário sempre pode fazer factory reset do próprio dispositivo.
4. É possível bloquear um aparelho automaticamente quando ele sair de uma zona?
Sim, através da combinação Geofence + Alertas + comando remoto. Fluxo suportado hoje:
Definir a geofence em
Observability → Geofencecom nome, centro no mapa e raioCriar um alerta em
Observability → Alertasdo tipoGEOFENCE_EXITapontando para essa geofenceQuando o device sair, o worker de alertas dispara notificação em tempo real no sino do admin
O admin acessa
Sysadmin → detalhe do device → Lockou dispara Lost Mode
Automação end-to-end (sem intervenção manual) está no roadmap — permitirá regras GEOFENCE_EXIT → auto-LOCK sem o admin no meio. Hoje o passo 4 exige clique de um admin, mas a latência é da ordem de segundos porque a notificação aparece imediatamente.
Alternativa nativa Google: policies com policyEnforcementRules que reagem a settingName: geofence — mas exigem que o próprio device valide a saída via nossa telemetria (Google não expõe geofence como setting policy nativa).
5. É possível instalar softwares remotamente?
Sim, via Managed Google Play — mas não via URL de APK arbitrária. Google não expõe um comando "instale este APK a partir desta URL" na Android Management API por questões de segurança e integridade.
O fluxo suportado:
Apps públicos do Play Store: no editor de política, adicionar em
applications[]cominstallType: FORCE_INSTALLED. O app é instalado automaticamente e não pode ser desinstalado pelo usuárioApps privados da empresa: publicar como Private App no Managed Google Play (upload do APK pela console Google — feito uma vez), depois referenciar na política igual a app público
Managed Configurations: para apps que suportam, envie configurações JSON (URL do backend, credenciais OIDC, feature flags) via
managedConfiguration— o app recebe as configs sem o usuário precisar tocar em nada
O portal expõe essa configuração dentro do editor de políticas (Google Enterprise Iframe).
Não é possível instalar app cracked, APK modificado ou app fora do Play Store diretamente do portal. Se você precisa disso, publique como Private App primeiro.
6. É possível controlar a quais Wi-Fi o aparelho pode se conectar remotamente?
Sim, através de openNetworkConfiguration (ONC) na política. É possível:
Deployar SSIDs corporativas — o device se conecta automaticamente às Wi-Fi da empresa (WPA2-PSK, WPA2-Enterprise, WPA3, EAP-TLS com certificados)
Deployar certificados CA e client — para autenticação 802.1X sem intervenção do usuário
Bloquear configuração de Wi-Fi pelo usuário — policy com
deviceConnectivityManagement.configureWifi: DISALLOW_CONFIGURING_WIFI(só em Fully Managed / WPCO) impede o usuário de adicionar Wi-Fi de terceirosModo whitelist — combinando o bloqueio acima com uma lista de SSIDs pré-aprovadas, o device só se conecta às redes que a empresa autorizou
Push de SSIDs
✅ device-wide
✅
✅ device-wide
⚠️ só work profile
Bloquear configuração pelo usuário
✅
✅
✅
❌
Whitelist estrita de SSIDs
✅
✅
✅
❌
Deploy de certificados
✅
✅
✅
✅ (só profile)
Veja o schema de policies para exemplos de configuração ONC.
7. Preciso de uma conta no Google Cloud para usar o DataDike RMM?
Não. Você só precisa de uma conta Google qualquer — pode ser um Gmail pessoal ou uma conta do Google Workspace da sua empresa — para completar o assistente de vinculação do Android Enterprise. O processo leva cerca de 2 minutos e é feito uma única vez, direto pela interface do DataDike RMM.
Não é preciso abrir o Google Cloud Console, criar contas de serviço, gerar chaves nem habilitar APIs. A integração técnica com a Google Android Management API já é gerenciada pelo DataDike.
O que o admin do cliente faz
Entra no portal → Settings → About → GOOGLE ENTERPRISE
Uma nova aba abre com a página oficial do Google (
play.google.com/work/adminsignup)Loga com uma conta Google (pessoal ou Workspace) e aceita os termos do Android Enterprise
Confirma o nome da sua organização
É redirecionado de volta ao portal, com a integração já vinculada
Feito isso, sua organização já pode gerar QR codes de enrollment, criar policies e emitir comandos remotos. Não há custo pelo uso do Android Enterprise nem pelo Managed Google Play.
Veja o playbook de onboarding para o passo a passo dos primeiros 30 minutos.
Outras perguntas comuns
Suportam iOS?
❌ Não. O DataDike RMM é Android-only. Para iOS, considere ferramentas como Jamf, Kandji ou Workspace ONE que suportam Apple ADE.
Suportam Windows / macOS?
❌ Não. Para estações de trabalho, use o produto irmão DataDike SONAR.
Consigo gravar ligações do device remotamente?
❌ Google baniu essa capacidade via Play Policy + Android 10 fechou o path técnico. Nenhum MDM homologado faz isso.
Consigo ver a tela do usuário em tempo real?
✅ Sim, via o módulo Acesso Remoto (RustDesk self-hosted). O usuário do dispositivo precisa aceitar o diálogo de consentimento do Android a cada sessão — isso é uma restrição do próprio sistema operacional. Em modo Kiosk, o aceite pode ser persistido no setup e não pede novamente.
Consigo ler apps pessoais em dispositivo BYOD?
❌ Impossível por design do Android. O work profile é um container isolado.
O agent DataDike coleta dados pessoais?
Depende do modo: em Fully Managed / Dedicated, sim (todo o device é gerenciado). Em BYOD, apenas o container corporativo — pessoal é invisível para o agent. Veja a página de requerimentos para checklist LGPD.
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